Justiça determina ressarcimento de R$ 40 mil ao Residencial Monte Carlo em Águas Claras

Justiça determina ressarcimento de R$ 40 mil ao Residencial Monte Carlo em Águas Claras

Justiça determina ressarcimento de R$ 40 mil ao Residencial Monte Carlo em Águas Claras

A Justiça do Distrito Federal determinou a devolução de R$ 40.905,53 ao Residencial Monte Carlo, na Rua 22 Sul, em Águas Claras, após o avanço das investigações sobre supostas irregularidades financeiras na antiga gestão do condomínio. O valor já foi depositado judicialmente e, agora, retornará aos cofres do residencial como ressarcimento parcial dos prejuízos apurados até o momento.

Atualmente, a Polícia Civil (PCDF) investiga a ex-síndica Daniele Silva Nóbrega por suspeita de realizar transferências para familiares, emitir cheques com assinaturas divergentes e utilizar recibos sem nota fiscal. Segundo os moradores, o prejuízo causado ao condomínio pode chegar a cerca de R$ 200 mil. Além de Daniele, Renato Nóbrega e José Maria Costa também respondem à investigação por suposto desfalque financeiro contra o residencial.

Defesa afirma colaboração

Enquanto isso, o advogado, responsável pela defesa de Daniele, afirmou que a ex-síndica colaborou com as investigações desde o início do processo. Segundo ele, Daniele apresentou voluntariamente informações sobre as movimentações financeiras questionadas e reconheceu valores que precisam ser devolvidos ao condomínio. De acordo com a defesa, a ex-síndica admitiu a necessidade de recompor R$ 210.327,29 aos cofres do residencial.

Moradores desconfiados

As suspeitas começaram após uma assembleia em que a então síndica propôs a cobrança de uma taxa extra de R$ 40 mil para custear um serviço inicial da recuperação da fachada do prédio. No entanto, os condôminos questionaram a cobrança porque, segundo eles, o condomínio deveria utilizar o fundo de reserva para bancar obras emergenciais. A partir disso, os moradores passaram a exigir a prestação de contas referente ao ano de 2024.

Movimentações suspeitas

De acordo com relatos dos moradores, a antiga gestão demorou para entregar os documentos financeiros. Quando receberam os dados, os condôminos analisaram as movimentações e encontraram operações consideradas suspeitas. Entre os apontamentos, os moradores identificaram transferências via Pix para familiares da ex-síndica, cheques com assinaturas diferentes e recibos emitidos sem comprovação fiscal. Além disso, os condôminos afirmam que a administração realizou pagamentos para pessoas que nunca prestaram serviços ao residencial.

Para aprofundar a análise, uma moradora com experiência em controle contábil auxiliou na organização dos documentos financeiros. Segundo os relatos, os moradores encontraram cerca de seis recibos com assinaturas diferentes vinculadas ao mesmo CPF.

Ainda conforme os condôminos, os documentos apontariam pagamentos relacionados a consultas médicas e compras de materiais de construção utilizados em obras particulares, incluindo uma esmalteria ligada ao nome da investigada.

Dívidas e déficit no condomínio

Além do suposto prejuízo financeiro, os moradores afirmam que o residencial acumula aproximadamente R$ 150 mil em impostos atrasados. Ao mesmo tempo, segundo os relatos, o fundo de reserva apresenta déficit há pelo menos três anos, apesar de a arrecadação anual prevista girar em torno de R$ 38 mil.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. Em abril de 2025, a Justiça decretou a prisão preventiva da ex-síndica durante as apurações. Posteriormente, ela deixou a prisão após decisão judicial.

Por: Rafaella Iack.

 

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