Adaptação Escolar

//Adaptação Escolar

 

Na matéria desta semana falaremos sobre um tema que gera inúmeras dúvidas e expectativas nas famílias, o tão polêmico período da adaptação escolar.  A equipe da Ciranda – Espaço Infantil representada pela sua Psicopedagoga Marise Teixeira conversou com nossa equipe para esclarecer algumas dúvidas e trazer informações importantes que todos os responsáveis devem estar atentos no processo de adaptação.

 

 

O Processo de Adaptação Escolar

Marise Teixeira – Psicopedagoga – Equipe Ciranda

Primeiramente é preciso entender que o processo de adaptação escolar é muito relativo. Cada criança reage a esta fase de forma única. Há crianças que não precisam de período de adaptação. Outras levam dias e outras, meses, para se adaptarem numa escola.

 

Passos Para Uma Boa Adaptação

A primeira e principal ação é a escolha da escola. A família deve selecionar algumas instituições para conhecer e optar por aquela que apresenta a proposta pedagógica que mais se assemelha aos ensinamentos de casa. Se a família concorda com a missão, a visão e com os valores da escola, a caminhada estudantil será muito mais segura e tranquila. Depois da escolha, é importante que o responsável mais presente no dia-a-dia da criança (mãe, pai, avó, tio, etc), o apresente ao ambiente escolar. O responsável deverá sempre conversar com a criança sobre a escolinha e nunca a enganar. Mesmo que a criança chore para ficar, é importante transmitir segurança sempre.

Existe uma idade ideal para a iniciação escolar?

É importante dizer que a criança é única e por essa razão não devemos compará-la às outras. Cada uma tem seu próprio tempo para descobrir, amadurecer e adaptar. Toda criança é especial por suas conquistas ao longo do processo. Esse processo acelera quando os pais ou responsáveis conversam abertamente com as crianças sobre a escola, transmitindo-lhes confiança e tranquilidade.

Sobre o tempo que uma criança leva para se adaptar a nova rotina devemos usar o bom senso. A criança precisa se sentir aceita, segura e amada. Aos poucos ela cria referências com o grupo, interage com outros objetos e estabelece uma relação de qualidade que suprirá as necessidades físicas, biológicas e, principalmente, as afetivas. E depois, as cognitivas.
O ambiente escolar oferece oportunidades que muitas pessoas próximas da criança não oferecem. Então ele se torna referência para ela, fazendo do seu espaço, um local único e especial.

Vale ressaltar que, de acordo com a nova Lei de Diretrizes e Bases (LBD), até os 4 anos de idade a criança deverá estar matriculada na Educação Infantil.

 

Há uma orientação por parte da escola para com os pais para passarem por este processo da forma mais saudável possível?

 

A família deve trabalhar com a motivação. Conversando em casa, preparando a mochila e o material com alegria. É importante reforçar o lado positivo e criar a expectativa de todas as coisas novas que essa criança poderá viver neste novo ambiente.

 

O momento da adaptação é muito importante e poderá gerar algum estresse tanto para a escola quanto para a criança e seus familiares. A separação física da criança com seu adulto de referência na hora de ficar na creche, sem dúvida, torna-se uma ocasião delicada, pois é uma situação nova para toda a família e é imprescindível que o adulto responsável esteja seguro e passe a segurança necessária para a criança neste momento.

Dicas

*Prepare o psicológico da criança antes do processo de fato começar, ressalte os pontos positivos da escola e tudo de bom que este novo ambiente pode proporcionar.

* Caso a criança tenha um objeto de estimação é possível fazer a transferência da relação do afeto da pessoa responsável para um objeto de estimação, funcionando como uma lembrança de casa. Ao longo do tempo, o vínculo com o educador e as outras crianças na creche é estabelecido plenamente e não precisará mais do objeto de estimação.

* Evitar mudar a rotina e retirar objetos de apego da criança como ( bico, chupeta, naninha…). O processo de adaptação escolar, já é uma grande mudança: a saída de casa, o desligamento dos pais, a rotina de horários, pessoas até então “estranhas”, diferentes tipos de atividades e de alimentação. Então, tudo o que for possível para amenizar o sofrimento que esta mudança possa causar, deve ser feito.

Importante

Os pais devem sempre transmitir segurança aos filhos. Os diálogos entre “pai e filho” e “pai e escola” são de fundamental importância para que essa segurança seja uma constante. É na escola que a criança vive experiências nov

as. Tudo é diferente: ambiente, rotina, brinquedos, colegas e figuras diferentes (educadores). Então é importante saber dos professores, como a criança tem se relacionado com essa nova vida, longe dos pais.

É comum a criança chorar na chegada por exemplo, mas dentro da escola passa o dia super bem, socializa com os  demais colegas, participa das refeições e demais atividades normalmente, essa criança está adaptada, mesmo que ainda exista um choro no momento da chegada. Devemos voltar o nosso olhar para o contexto escolar como um todo e não apenas para o momento da separação entre pais e filhos.

 

 

 

 

 

 

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