Vigilância Ambiental realiza vistoria e orienta moradores sobre controle de caramujos em Águas Claras

Vigilância Ambiental realiza vistoria e orienta moradores sobre controle de caramujos em Águas Claras

Vigilância Ambiental realiza vistoria e orienta moradores sobre controle de caramujos em Águas Claras

Após o registro da presença de caramujos em terreno na Quadra 203 de Águas Claras, a equipe da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realizou, na manhã desta sexta-feira (6), uma vistoria técnica no local. Durante a ação, os agentes coletaram alguns animais encontrados no espaço.

Além disso, a Vigilância Ambiental informou que vai solicitar à administração regional a roçagem do mato no local. Com isso, a medida busca manter a limpeza e, principalmente, reduzir o risco de proliferação dos caramujos, que se desenvolvem, sobretudo, em ambientes úmidos e com vegetação alta.

Terreno já havia sido alvo de reclamações anteriores

Vale lembrar que a área vistoriada nesta sexta-feira, já havia sido tema de reportagem publicada pelo DFÁguasClaras em 6 de janeiro de 2026. Na ocasião, moradores da Quadra 203 denunciaram uma infestação de caramujos africanos em um lote abandonado, além da presença de ratos, escorpiões e outros animais peçonhentos.

Naquele momento, os relatos indicavam que o avanço dos caramujos já atingia condomínios vizinhos e áreas públicas, como a Praça Andorinha, elevando o risco à saúde pública. Diante da falta de manutenção do terreno, síndicos e moradores chegaram a realizar intervenções emergenciais para tentar conter a proliferação, mesmo sem que a responsabilidade fosse deles.

Agora, com a nova vistoria realizada pela Vigilância Ambiental da SES-DF, a equipe reforçou as orientações técnicas, executou a coleta de animais encontrados. Ainda assim, o órgão alerta que as medidas precisam ser contínuas para evitar o reaparecimento da infestação.

Vigilância orienta população sobre riscos e cuidados

Diante desse cenário, a equipe reforça que não recomenda a coleta dos caramujos sem o uso de luvas ou equipamentos de proteção. Segundo os técnicos, o manuseio inadequado pode representar riscos à saúde e, consequentemente, favorecer a disseminação do animal caso o descarte ocorra de forma incorreta.

Medidas de prevenção e controle

Para conter a infestação, a Vigilância Ambiental orienta os moradores a adotarem os seguintes procedimentos:

  • Primeiramente, utilizar luvas de limpeza para coletar todos os caramujos e ovos e colocá-los em um balde. Os ovos apresentam coloração branco-amarelada e permanecem semienterrados no solo.
  • Em seguida, esmagar todo o material coletado com martelo, pedaço de madeira ou objeto similar.
  • Logo após, preparar uma solução de cloro, na proporção de três partes de água para uma de cloro, adicionar ao balde, tampar e deixar o material de molho por 24 horas.
  • Depois desse período, ainda utilizando luvas, drenar a solução de cloro.
  • Na sequência, colocar os caramujos e ovos esmagados em um saco resistente e descartar no lixo comum, conforme orientação do Brasília Ambiental.
  • Como alternativa, os moradores podem enterrar o material longe de lençóis freáticos, cisternas ou poços artesianos.
  • Por fim, descartar o líquido drenado em valas com profundidade entre 80 centímetros e 1,5 metro, revestidas com cal virgem, que impermeabiliza o solo e evita a atração de outros animais.
  • Esses procedimentos, por sua vez, devem ser repetidos periodicamente, enquanto durar a infestação.

Manutenção do ambiente reduz riscos

Por último, a Vigilância Ambiental reforça que a manutenção do ambiente é fundamental. Nesse sentido, a equipe orienta os moradores a eliminarem possíveis esconderijos, como materiais de construção armazenados, entulhos e vegetação alta. Além disso, recomenda atenção especial a locais úmidos, que favorecem a presença dos caramujos.

*Com informações da SES-DF.

Por: Rafaella Iack.

 

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