Sanitarista: Conheça mais essa profissão e suas recomendações para tempos de pandemia.

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No mês em que comemoramos o Dia Nacional da Saúde, celebrando o nascimento do grande sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz, recebo uma convidada especial para falar mais sobre essa importante profissão.

Você sabe o que faz um Sanitarista? Não? Então, hoje recebo essa super mulher, a Sanitarista Roberta Lopes, que vem representar essa profissão que é pouco falada, porém, vital para a engrenagem das equipes de saúde que combatem pandemias como a que estamos vivendo.

 

Nádia: Roberta, vamos começar explicando para os nossos leitores, o que é a profissão de Sanitarista?

Roberta: “Os sanitaristas formados pela especialização lato e stricto sensu existem há mais de 40 anos. Já a graduação em Saúde Coletiva é recente, com a primeira turma em 2008.

Para todas as ações do SUS, tem uma cabeça pensante por trás, seja para a criação de um novo programa em saúde para a Atenção Básica, seja para acesso à leitos de UTI. Por isso,  profissional sanitarista foi formado para planejar essas ações, identificando as necessidades individuais e coletivas, sendo capaz de trazer um olhar reflexivo, critico e humanista para as demandas da sociedade, sempre fundamentado na epidemiologia, planejamento, gestão e avaliação em saúde. Portanto, é possível encontrar Sanitaristas trabalhando em ações locais para as necessidades da população, como em planejamento, avaliação e monitoramento de programas e políticas de alta complexidade, como Transplantes de Órgãos, por exemplo.”

 

Nádia: Em crises de epidemia ou pandemia como temos vivido, qual a atuação do sanitarista?

Roberta: “Uma das atuações dos sanitaristas é gerar informações para a tomada de decisão, propiciando ações mais efetivas e eficazes, gerando questionamento e apontando soluções. O sanitarista tem formação generalista, podendo seguir pelas diversas áreas do campo da Saúde Coletiva, ou seja, em crises como as que estamos vivendo, temos sanitaristas trabalhando na linha de frente gerindo unidades de saúde, atuando em equipes multidisciplinares, trabalhando com dados (estudos epidemiológicos e análise de indicadores) para tomada de decisão, outros planejando ações de promoção, prevenção e proteção à saúde, como por exemplo a vacina contra COVID-19.”

 

Nádia: Como você vê a pandemia do novo Coronavírus e o comportamento do brasileiro?

Roberta: “Estamos vivendo tempos difíceis, não só por conta da COVID-19, mas por toda falta de investimento na política universal de saúde a longo prazo, como aprovação da Emenda Constitucional 95 (EC 95/2016), por exemplo. Ou seja, se antes tínhamos um subfinanciamento do SUS, agora vivemos um cenário de queda. Um sistema de saúde que não recebe investimento necessário para receber as demandas mínimas da sociedade, com a chegada de uma pandemia, o caminho já estava previsto. Por falta de gestão e investimento de governantes, a sociedade tende a acreditar que o SUS não funciona. Além disso, como fator corroborante, existe a questão de que algumas pessoas não acreditam no risco de infecção pelo novo coronavírus e por consequência acabam não incluindo as medidas de proteção em suas rotinas.

O comportamento do brasileiro está ligado ao que ele escuta e vê. A solução seria escutar, ver e ler, notícias, artigos e estudos confiáveis, principalmente de estudiosos que dedicam uma vida pela saúde pública, de modo a entender mais do que se trata e não repassar informações sem embasamento científico.”

 

Roberta ainda ressalta que: – “Se você não é população de risco e  não utiliza o SUS (todos nós utilizamos o SUS direta ou indiretamente) pense em quem seria afetado pelo vírus e em quem provavelmente não teria acesso a um leito de UTI numa rede privada de saúde. Se estamos perdendo uma vida por falta de assistência e por falta de cuidado com o nosso próximo, estamos perdendo tudo.”

 

Muito se fala sobre o SUS, mas poucos entendem como ele realmente funciona e a luta que o nosso país teve que travar para chegar até aqui. E ainda luta muito por melhores condições de atendimento á população.

Espero sinceramente que a nossa constituição um dia se faça plena, onde a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Um dever cumprido dignamente para todos e por todos.

E com muita honra hoje recebi Roberta Lopes. Ela é sanitarista graduada em Saúde Coletiva pela UNB, com pós graduação em Vigilância Sanitária e Auditoria em Saúde, mestranda no programa de pós graduação em Saúde Coletiva na UNB e especialista em Saúde da Família pela FIOCRUZ.

Instagram: @roberta.alopes

Você encontra a graduação em Saúde Coletiva em universidades como: UNB, UFRN, UFRJ, UFAC entre outras.

 

E eu sou Enf. Prof. Nádia Teixeira, Consultora e Saúde, e toda quinta-feira temos um encontro marcado aqui na Coluna Café com Saúde!

Instagram: @prof.nadia_cst

 

COMECE O SEU DIA COM MAIS SAÚDE E INFORMAÇÃO!!!

 

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