Mulher é mordida por capivara em Parque de Águas Claras

Mulher é mordida por capivara em Parque de Águas Claras

Mulher é mordida por capivara em Parque de Águas Claras

Uma mulher de 59 anos ficou ferida após uma capivara atacá-la na manhã deste domingo (15), na área próxima ao lago do Parque Ecológico de Águas Claras. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a equipe recebeu o chamado às 11h34, chegou rapidamente ao local e prestou os primeiros socorros. Na sequência, os militares realizaram a regulação médica e transportaram a vítima, consciente e orientada, para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

Segundo o relato de uma testemunha, a mulher caminhava com dois cachorros de pequeno porte perto de um grupo de capivaras que estava com filhotes. Nesse contexto, uma das capivaras avançou em direção a um dos cães e, ao tentar defendê-lo, a tutora acabou sendo mordida no braço e, logo depois, no pescoço. Apesar da gravidade da situação, o socorro rápido evitou consequências mais sérias.

Ibram se posiciona

Por meio de nota, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) explicou que o animal agiu ao defender o bando. Conforme o órgão, a equipe do parque havia feito um alerta prévio sobre a presença de um cachorro sem guia e sem coleira em área próxima aos filhotes de capivara. Além disso, o instituto destacou que, embora sejam dóceis e passivas, as capivaras podem reagir de forma defensiva quando se sentem ameaçadas, principalmente nesse período.

Ainda de acordo com o Ibram, os próprios colaboradores da unidade prestaram os primeiros socorros e acionaram o CBMDF, responsável pelo atendimento e transporte da vítima ao HRT.

O Brasília Ambiental também reforçou que, nas unidades de conservação que permitem a presença de animais domésticos, é obrigatório mantê-los sempre com guia e coleira, conforme as normas vigentes. Dessa forma, a medida busca garantir a segurança dos visitantes, dos pets e da fauna silvestre.

Espaço dos animais

Paralelamente ao caso, frequentadores do parque reforçam a importância de respeitar o espaço da fauna silvestre. Uma pessoa que caminha diariamente na região do lago relata que ainda são comuns situações em que visitantes se aproximam para tirar fotos, permitem que crianças cheguem muito perto dos animais ou circulam com cães nas áreas onde há capivaras e aves.

Da mesma forma, ela chama a atenção para o manejo dos saguis. A alimentação desses primatas é proibida por lei e pode trazer riscos à saúde dos próprios animais e das pessoas, além de favorecer, por exemplo, a transmissão da raiva.

Placas de orientação

Diante desse cenário, usuários do parque defendem a instalação de mais placas educativas com orientações sobre a convivência segura com a fauna local e alertas para quem passeia com pets.

Por fim, a recomendação geral é manter distância dos animais silvestres, não oferecer alimentos e evitar aproximação, principalmente quando houver filhotes, período em que eles tendem a agir de forma mais defensiva para proteger o grupo.

*Com informações do CBMDF e do Ibram.

Por: Rafaella Iack.

 

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