GDF propõe política de acolhimento humanizado para pessoas em situação de rua no DF

GDF propõe política de acolhimento humanizado para pessoas em situação de rua no DF

GDF propõe política de acolhimento humanizado para pessoas em situação de rua no DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) enviou à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) o projeto de lei que cria a Política Distrital de Acolhimento Humanizado e Atenção Integral à População em Situação de Rua. A governadora Celina Leão encaminhou a proposta na última quarta-feira (10). Agora, os deputados distritais vão analisar o texto.

A iniciativa estabelece diretrizes para ampliar a rede de acolhimento e, ao mesmo tempo, fortalecer a atuação integrada entre as áreas de saúde, assistência social, habitação, segurança pública, educação e desenvolvimento social.

Projeto define protocolos

Segundo a governadora Celina Leão, o governo elaborou o projeto em conjunto com órgãos técnicos e conselhos das áreas social e de saúde.

“Nós mandamos o texto para os conselhos e recebemos sugestões para finalizar a proposta. Hoje, nós temos o acolhimento, mas, com esse projeto de lei, nós estamos fazendo uma cadeia de protocolos para definir os encaminhamentos, os serviços responsáveis e como cada atendimento será realizado.”

Além disso, a governadora afirmou que o GDF já amplia a estrutura voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Estamos em reuniões constantes com as secretarias de Saúde e de Assistência Social. Também estamos ampliando as vagas em clínicas de recuperação, regularizando pagamentos e aumentando a capacidade técnica para garantir esse acolhimento após a aprovação do projeto.”

Atendimento individualizado

Entre as principais medidas, o projeto prevê atendimento individualizado, com escuta qualificada e acompanhamento contínuo nas áreas social e de saúde. Como regra, os serviços deverão realizar o acolhimento de forma voluntária, respeitando a liberdade individual e os direitos da pessoa atendida.

Por outro lado, a internação involuntária poderá ocorrer apenas em situações excepcionais, quando houver risco iminente à vida da própria pessoa ou de terceiros. Nesses casos, um profissional médico deverá atestar essa condição, e a medida só poderá ser utilizada como último recurso, por prazo determinado. Além disso, o GDF deverá comunicar o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em até 72 horas.

Proposta reforça direitos

Ao mesmo tempo, o texto proíbe ações coletivas, generalizadas ou indiscriminadas que promovam recolhimento forçado, internação compulsória ou outras medidas restritivas de direitos sem avaliação individualizada e sem o cumprimento das garantias legais.

Na área da saúde, o projeto fortalece a atuação da Atenção Primária, das equipes de Consultório na Rua e da Rede de Atenção Psicossocial. Com isso, o governo pretende ampliar o acesso aos tratamentos de saúde física e mental, principalmente para pessoas com uso abusivo de álcool e outras drogas.

Acesso aos serviços

Além dessas medidas, a proposta autoriza o Distrito Federal a firmar convênios e parcerias com entidades privadas, organizações sociais e comunidades terapêuticas cadastradas para desenvolver ações de acolhimento, prevenção, tratamento e reabilitação.

Da mesma forma, o projeto garante o acesso aos serviços públicos mesmo para pessoas que não apresentem documento de identificação ou comprovante de residência, desde que sejam observadas as normas federais aplicáveis.

Por fim, o texto prevê a integração de dados sobre a população em situação de rua para subsidiar a elaboração de políticas públicas, respeitando as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Agora, os deputados distritais vão analisar e votar o projeto na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

*Com informações da Agência Brasília.

Por: Rafaella Iack.

 

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