“DOUTOR, QUERO ME DIVORCIAR”.

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Uma das frases que mais escuto no escritório é essa acima, que dá título à coluna desta semana.

Ela é dita por homens e mulheres das mais diferentes idades, dos mais variados estilos e momentos de vida, como resposta a uma simples pergunta que faço no início de toda reunião: “Como posso te ajudar hoje?”.

Confesso que no início da minha carreira, sendo alguém que acredita no amor e em valores familiares, foi um tanto desconfortável me perceber como o profissional que contribuía para que famílias chegassem ao fim.

Foi quando compreendi que as relações familiares não precisam terminar mas podem se transformar positivamente com o divórcio que passei a ter dimensão do impacto que minha atuação como advogado em Direito das Famílias e Sucessões podia ter na vida das pessoas.

Mas tal qual o escritor Liev Tolstói pontua em sua obra Anna Karenina, “As famílias felizes parecem-se todas; as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira”, afirmo categoricamente que 0% dos casais felizes se divorciam – e que não são 100% dos casais infelizes que optam pelo divórcio.

Muitas pessoas se mantém casadas mesmo estando em relacionamentos tóxicos e abusivos por não terem perspectivas de uma vida financeiramente independente do cônjuge opressor.

Outras tantas, com a autoestima em frangalhos, assumem que não são dignas de serem amadas novamente.

Isso sem contar aqueles que tem medo de tomar essa decisão em virtude dos relatos frequentes de outras pessoas que passaram desnecessariamente por traumas e dramas durante seus divórcios por terem sido mal orientadas – ou orientadas para o mal.

A felicidade (e a infelicidade) podem ser escolhas conscientes.

Na lição da cantora, pianista e ativista Nina Simone, “Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor não estiver mais sendo servido”.

Logo, respondo: quer se divorciar?

Basta ter certeza e consciência da importância desse passo e das consequências práticas que virão – conhecer bem a realidade financeira e fazer terapia se mostram importantes; disposição para dialogar com franqueza e aparar arestas, permitindo que o relacionamento com o ex-cônjuge se transforme positivamente – especialmente quando o casal tem filhos; e contratar um bom advogado, que além de entender de leis também tenha sensibilidade e paciência para tratar com gente.

Ninguém deveria passar por uma batalha judicial horrorosa para dar início ao novo capítulo da própria vida. A família, como o amor, não precisa terminar com o divórcio. Com dedicação, pode se transformar em algo muitas vezes mais funcional e positivo do que aquilo que se construiu durante o casamento.

 

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Advogado dedicado ao Direito das Famílias e Sucessões, ao Direito Empresarial e ao Direito Internacional em Brasília/DF - São Paulo/SP - Porto Alegre/RS. Professor, palestrante e praticante de Métodos Alternativos de Disputas (Mediação, Arbitragem, Advocacia Colaborativa) e Processos de Diálogo. Sócio de Paulo Victor Freire Advocacia & Consultoria.

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