DFÁguasClaras acompanhou a ação de remoção de moradores de rua em Águas Claras

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Nesta última semana, a Administração de Águas Claras, com o apoio da Polícia Militar, executou ações para a retirada de moradores de rua que ficavam em frente ao Colégio Leonardo da Vinci e na Quadra 301.

O intuito da ação é não deixar que os locais se transformem em favelas. E ainda evitar o consumo e a venda de drogas, podendo virar uma nova cracolândia no local. Ao contrário do que se pensa, os ditos moradores de rua, que despertam a caridade e generosidade das pessoas de boa fé, não são tão desamparados assim.

Nossa equipe entrevistou alguns deles, que estavam em frente ao colégio Leonardo e não pareciam se importar de ter seus barracos levados pelos quatro caminhões e o trator da Administração.

A verdade é que a grande maioria tem casa, recebe o “Bolsa Família” e está ali para receber as doações das pessoas e revendê-las.  Tudo bem organizado, onde à determinada hora passa um carro e recolhe as doações feitas para os pseudos descamisados.

A mendigagem vira negócio, e a segurança do lugar começa a ser afetada. No local acontecem, com certa frequência: roubos de carros, de celulares, tráfico. E tudo isso bem em frente ao colégio Leonardo da Vinci.  Ali, jovens e adolescentes são o grande público alvo daqueles que vivem das drogas e da boa vontade de pais de alunos que acham que fazem a boa ação de ajudar a quem precisa.

Muita gente quer fazer algo social e não sabe como. Alguns acabam, sem querer, apoiando os aproveitadores da boa fé e os sem teto profissionais, quando a melhor maneira de se fazer filantropia seria procurar ONGs que trabalham com isso ou adotar uma família que realmente precise. O resultado seria bem mais efetivo do que dar a quem não conhece e acabar apoiando a bandidagem sem saber

O Administrador de Águas Claras,  Manoel Valdeci, fala sobre a situação.  “Essa operação é realizada mensalmente e, quando necessário, a cada quinze dias. Eles vão e, daqui a pouco, já estão de volta. Só esperam sairmos daqui”,  conclui Valdeci.

 

As palavras do administrador ficaram bem claras quando se via a fisionomia tranquila e até sorridente dos moradores de rua em meio à retirada de seus pertences.  Ninguém parecia se importar, como se até soubessem ou estivessem esperando tal situação e, ainda por mais estranho que fosse, ninguém reclamou ou se colocou contrário ao que estava acontecendo.

O caso torna-se um ciclo vicioso, mas fica a questão: De quem é o terreno?

Aquela região pertence a Furnas e, os cabos aéreos de energia não permitem que se faça nada por ali. São torres de alta tensão, que o governo e a Administração só estão esperando instalar os cabos subterrâneos para poder desenvolver benfeitorias na região e acabar definitivamente com o problema dos sem-teto dali.

Enquanto isso, esta luta inglória continua contra o trabalho da mendigagem, buscando evitar as portas abertas para outros crimes e ainda conscientizar as pessoas de que, se continuarem a dar cesta básica e dinheiro, não vai ter como tirar essas famílias dali.

Já na 301, o caso é da invasão de um prédio abandonado que foi construído só até o terceiro pavimento. Os sem-teto invadiram o local e fizeram dali moradia.

O mal cheiro e falta de higiene são terríveis no lugar, e a quantidade de fezes humanas e animais espalhava-se no chão.

Mais uma vez, a Administração e a Polícia Militar retiram os moradores de rua do lugar e cercaram o prédio com arame farpado. Ao redor, há uma enorme vala que estava cheia de lixo, e a polícia encontrou, entre outras coisas, roupas íntimas de mulher e uma bolsa que podem ser fruto de roubo ou de uma moradora de rua. Segundo informações da PM,  indícios há, mas não acharam documentos.

Um dos moradores de rua que foi “despejado” disse que já estava ali há cinco anos.

O prédio também era um conhecido ponto de venda de drogas, o que representava um perigo para os moradores que passavam por ali.

Aquele prédio pertence à Sólida Construtora, que parou a obra no início, com vários apartamentos já vendidos.

Assim, a Administração de Águas Claras, junto com a Polícia Militar, vem trabalhando para manter a cidade um local tranquilo para se morar e, além disso, existem ONGs preparadas para ajudar esses moradores de rua a serem reintegrados à sociedade.

A população de Águas Claras agradece.

Reportagem: Mônica Indig
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