Cadela fica ferida após ataque de outro cão no Parque Sul, em Águas Claras

Cadela fica ferida após ataque de outro cão no Parque Sul, em Águas Claras

Cadela fica ferida após ataque de outro cão no Parque Sul, em Águas Claras

Uma moradora de Águas Claras alertou outros tutores de cães após um American Bully atacar a cadela dela na tarde da última quarta-feira (8), em uma área verde do Parque Sul, próximo ao Hospital Brasília, na Rua Arariba, em Águas Claras.

Segundo o relato enviado ao DFÁguasClaras, o marido da moradora passeava com a cadela Pipoca quando o American Bully, chamado Jacob, avançou contra o animal. Naquele momento, o ataque aconteceu em uma área verde localizada atrás das quadras de tênis.

Logo em seguida, ao ouvirem os gritos da cadela, pessoas que jogavam nas quadras de tênis correram até o local e ajudaram a interromper o ataque. No entanto, a moradora afirma que a atitude da tutora do outro cão a deixou ainda mais indignada.

“A tutora não prestou nenhum socorro, não quis saber se nossa cachorra estava bem nem como tinha sido a mordida. Além disso, fiquei sabendo que não é a primeira vez que ele ataca outros cães. Não vejo como um acidente, mas uma imprudência da tutora, que não usa focinheira em um cão aparentemente reativo”, relatou.

Ao mesmo tempo, a tutora fez questão de ressaltar que não responsabiliza a raça pelo ocorrido.

“Quero deixar claro que o problema não é com a raça, nem com o cão. Ele é um coitado que tem tutores irresponsáveis. Fica o alerta para outros tutores não deixarem seus cães interagirem com ele”, afirmou.

Depois do ataque, a família levou a cadela ao veterinário, onde a equipe realizou a limpeza dos ferimentos. As fotos encaminhadas ao DFÁguasClaras mostram a lesão com sangramento logo após o ataque e, posteriormente, já tratada, com hematomas provocados pela força da mordida.

Além dos ferimentos na cadela, o marido da moradora precisou abrir a boca do American Bully para conseguir soltá-la. Como a outra tutora não informou se o cão estava com a vacinação em dia, ele iniciou o protocolo de vacinação antirrábica por precaução.

Uso de focinheira

No Distrito Federal, a Lei nº 2.095/1998 determina que cães das raças consideradas potencialmente perigosas, como Pit Bull, Rottweiler, Dobermann, Fila Brasileiro e suas variações ou cruzamentos, devem circular em locais públicos com coleira, guia conduzida por pessoa capaz de controlar o animal e focinheira apropriada. Embora o American Bully não esteja expressamente citado na legislação, especialistas orientam que qualquer cão com histórico de agressividade ou comportamento reativo utilize focinheira em ambientes públicos como medida de prevenção e segurança para pessoas e outros animais.

Até o momento, o DFÁguasClaras não recebeu manifestação da tutora do American Bully citado no relato. O espaço permanece aberto para posicionamento.

Por: Rafaella Iack.

 

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