Cachorro sem coleira assusta frequentadores e levanta alerta sobre segurança no Parque de Águas Claras
Um cachorro sem coleira assustou frequentadores no Parque Ecológico de Águas Claras, no último domingo (12). O caso aconteceu na área dos quiosques, justamente em um momento de grande movimento, com presença de muitas famílias e crianças.
Segundo relato de uma frequentadora do parque, a cachorrinha dela, de apenas quatro meses, estava deitada ao lado da família, presa à coleira, enquanto aguardavam atendimento em um quiosque. De repente, um cachorro de grande porte, que aparentava ser da raça pitbull, correu em direção ao animal e tentou mordê-lo na região da barriga.
Imediatamente, a situação gerou desespero. A filhote “gritou”, mas, rapidamente, a filha da tutora agiu e a colocou no colo, evitando ferimentos. Apesar do susto, o animal não se machucou.
Atitude do tutor revolta
Além da tentativa de ataque, a tutora destacou agravantes que aumentaram a sensação de insegurança: o cachorro circulava solto, sem coleira e sem focinheira, em uma área cheia de pessoas. Segundo ela, o tutor não pediu desculpas e ainda debochou da situação ao questionar se houve ou não mordida. Em seguida, ao perceber que a polícia seria acionada, o homem deixou o local.
Busca por ajuda
Diante da situação, a tutora acionou a Polícia Militar pelo 190, mas recebeu a orientação de registrar um boletim de ocorrência. No entanto, como não conseguiu identificar o tutor do cachorro, ela não conseguiu dar continuidade ao procedimento naquele momento.
Na sequência, a moradora procurou a administração do parque, que informou atuar apenas na segurança patrimonial. Além disso, dois bombeiros que estavam de serviço no local disseram que não poderiam intervir na ocorrência.
Fiscalização
Diante disso, o caso reacende o debate sobre o cumprimento das regras de segurança em espaços públicos, especialmente em locais com grande circulação de pessoas e animais. O DFÁguasClaras entrou em contato com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), responsável pela gestão do parque, para questionar sobre a fiscalização e as medidas adotadas nesses casos.
Em resposta, o Ibram informou que é um órgão ambiental e que, em relação à fauna, sua responsabilidade se restringe aos animais silvestres, não incluindo animais domésticos. Segundo o instituto, a fiscalização do uso de coleira e focinheira em cães em áreas públicas é de responsabilidade da Gerência de Controle de Zoonoses do Instituto de Saúde do Distrito Federal e das Administrações Regionais, conforme previsto no Decreto nº 19.988/1998, que regulamenta a Lei nº 2.095/1998.
Além disso, o órgão destacou que não possui equipes responsáveis por esse tipo de fiscalização dentro do parque. No entanto, informou que existem diversas placas informativas no local orientando os frequentadores sobre as regras, como a obrigatoriedade do uso de coleira e focinheira, a proibição de cães soltos e o respeito às normas da unidade de conservação.
O Ibram também ressaltou que a equipe de vigilância do parque realiza orientações constantes aos frequentadores que estão com pets, embora reconheça que, em alguns casos, as regras não são obedecidas. O instituto reforçou que as normas estão sinalizadas nas placas espalhadas pelo parque, que também alertam sobre a proibição de abandono de animais e destacam que a área é habitat de fauna silvestre.
Por fim, a moradora pede reforço no policiamento e maior fiscalização no parque, principalmente nos dias de maior movimento, para evitar novos episódios como esse e garantir a segurança de todos.
Por: Rafaella Iack.
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