Ataque de pitbull em parcão deixa mulher ferida e sem socorro do tutor
Uma moradora de Águas Claras sofreu um ataque de pitbull enquanto passeava com o cachorro dela, na Praça Coruja, entre as ruas 7 Norte e Ipê Amarelo. Segundo o relato, o caso ocorreu no dia 27 de janeiro, por volta do meio-dia, dentro da área destinada à socialização de cães, conhecida como parcão.
A tutora frequenta o local há anos e afirma que nunca enfrentou problemas antes. No entanto, ao chegar ao espaço naquele dia, ela encontrou um homem branco, com barba e tatuagens no braço, acompanhado de dois pitbulls, um maior, de pelo escuro, e outro menor, de pelo claro.
Entrada no parcão
De acordo com a vítima, um dos cães já demonstrava comportamento agressivo antes mesmo da entrada dela no espaço. Ela alertou o tutor sobre a reação do animal. Mesmo assim, ele afirmou que colocaria o cão reativo na guia e garantiu que o outro era tranquilo, autorizando a entrada dela no parcão.
Logo após abrir o portão, o pitbull que estava solto avançou contra o cachorro dela. Para proteger o animal, a tutora levantou o cão e o colocou sobre o ombro (o cachorro dela pesa quase 20kg). Durante a confusão, o pitbull mordeu a mão direita dela e provocou arranhões no braço.
Em seguida, depois de controlar o animal, o tutor colocou os cães na guia e deixou o local sem prestar socorro, sem se identificar e sem fornecer qualquer contato.
Atendimento médico
Por causa dos ferimentos, a moradora procurou atendimento médico logo após o ataque. Ela iniciou o protocolo de vacinação antirrábica e antitetânica, que ainda está em andamento. Além disso, a equipe médica aplicou medicação intravenosa para controlar a dor, que ela classificou como intensa. O cachorro dela não sofreu ferimentos.
Atualmente, a vítima tenta identificar o responsável pelos animais e pede ajuda da comunidade para localizar o tutor.
Regras do parcão
No espaço destinado a cães, na Praça Coruja, existe uma placa com normas para o uso do parcão. Entre as regras, o regulamento proíbe a entrada de cães agressivos ou com problemas de socialização. Da mesma forma, o texto determina que os responsáveis devem intervir imediatamente em caso de conflito entre os animais. Além disso, o regulamento estabelece que todo e qualquer ato do cão é de total responsabilidade do tutor.
Diante da situação, a saída do local sem prestar assistência à vítima pode configurar infração prevista em lei, dependendo da apuração das autoridades.
Por: Rafaella Iack.
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