A importância de buscar ajuda em casos de depressão
A importância de buscar ajuda em casos de depressão

No último dia 09/01, a equipe do DFÁguasClaras acompanhou o caso da mãe que matou o filho autista e depois tirou a própria vida em Águas Claras. De acordo com vizinhos, Milce Maria Alonso Soares, de 63 anos tinha depressão e cuidava do filho Cléber Beraldi sozinha. Dessa forma, vemos até que ponto pode chegar a depressão em casos onde não se busca ajuda. A OAB/DF, emitiu uma nota, lamentando o caso. Mas também apontou que o caso evidencia a carência de uma rede de apoio efetiva, destacando a urgência de avaliar as políticas públicas destinadas em atender essas situações.

Gerson Wilder de Sousa Melo, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Seccional, se solidarizou com o caso.

“Nós, pessoas com deficiência e sua família, precisam de um apoio, e buscar a rede de apoio é necessário. Nós temos a OAB, e a OAB, nesse momento, de pesar, presta suas homenagens e solidariedade à família, enlutada, e se coloca à disposição, para no que puder ajudar. E isso demonstra também a ausência de políticas públicas efetivas para que se apoiem as mães atípicas e a nós, pessoas com deficiência. E assim, a OAB, nesse momento, presta sua solidariedade à família, que precisa de todo o apoio, de todo o sentido, de toda solidariedade a ser prestada.”

“O poder público está atuando? As políticas públicas existem para atender essas circunstâncias? A assistência ao autismo, suas questões, os familiares foram lançados na bacia das almas. O governo nem sequer olha as tragédias que circundam a vida das pessoas com autismo, as instituições passam ao largo, todos somos responsáveis”, indaga a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB/DF, Flávia Amaral.

Outras autoridades da Ordem dos Advogados do Brasil apontam a necessidade novas políticas públicas. Mas no momento, que ajuda as pessoas podem buscar?

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, Depressão, esquizofrenia e uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida. Ainda conforme a associação, 90% dos casos poderiam ser evitados.

Em caso de sintomas de depressão, vale sempre o alerta de buscar por ajuda profissional. Caso precise conversar, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio 24 horas por dia. Você poderá entrar em contato com o Centro, sob total sigilo, pelo telefone 188.

O Núcleo de Saúde Mental (Nusam) do Samu também é responsável por atender a demandas relacionadas a transtornos psicológicos. O Núcleo atua tanto de forma presencial, em ambulância, como a distância, por telefone, na Central de Regulação Médica 192.

Ceub

A Clínica Escola de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (Ceub) fornece apoio psicológico gratuito para pacientes a partir de quatro anos. Para agendar a consulta é preciso entrar na lista de espera. O cadastro pode ser feito pelo telefone (61) 3966-1660.

UNIEURO

A Clínica Escola de Psicologia do Centro Universitário UNIEURO fornece atendimento psicológico de forma gratuita aos pacientes. Para agendamentos, é necessário enviar e-mail pelo endereço: psicologia@unieuro.edu.br

UnB

A Universidade de Brasília (UnB) mantém o Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos (Caep), que é vinculado ao Instituto de Psicologia que cuida da comunidade em geral. Para ser atendido é necessário fazer a incrição pelo site: caep.unb.br.

Importância da terapia

Alba Fani, é uma terapeuta comunitária que participa do Movimento Integrado de Saúde Comunitária do DF. Em Águas Claras, Alba já promoveu rodas de terapia comunitárias no Parque Ecológico em busca de facilitar o acesso da população a conversas que possam ajudar em algo.

“O apoio psicoterapêutico profissional é o ideal, mas a participação em grupos de mútua ajuda ou rodas de terapia comunitária integrativa nos coloca diante de partilhas que proporcionam descoberta de estratégias e pertencimento.”

Já Demerval Guilarducci, neuropsicólogo e professor de psicologia na Unieuro, conversou com nossa equipe e relatou as principais diferenças entre buscar a ajuda profissional e de outras formas:

“A diferença geral, de pedir ajuda ao seu padre, ao melhor amigo, a um parente do que ter um tratamento com um do psicólogo, é que o profissional é treinado a não julgar. Os outros citados tendem a julgar, o melhor amigo vai julgar, o familiar vai julgar. O psicólogo, ele tem um treino, assim, consegue te auxiliar de uma melhor forma”

Demerval também aponta atividades físicas como um ótimo aliado no combate a depressão. Por fim, a equipe do DFÁguasClaras reforça o alerta, caso o leitor da matéria esteja passando por alguma dificuldade, busque ajuda, aproveite as indicações desse material. Sua vida vale muito mais do que você imagina.

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